Crise e corte de custos: ninguém está ileso

Em um contexto econômico difícil e instável, uma das principais medidas adotadas pelas empresas é o corte de custos, inclusive por meio de demissões. O cenário atual não é muito animador - nem as perspectivas mais próximas: o desemprego já atinge 9 milhões de brasileiros e, segundo especialistas, a taxa de desempregados pode chegar a 13% até o fim de 2016.

Mesmo para quem está empregado, o momento pede atenção e, sobretudo, proatividade. Segundo o consultor em gestão de pessoas, Eduardo Ferraz, o profissional não pode apenas esperar as coisas acontecerem. “Em situações difíceis a maioria tende a ficar paralisada, retraída e com medo, esperando que a crise passe sem afetá-la. Infelizmente, a crise afeta quase todo mundo e é preciso se antecipar, mostrar empenho, disponibilidade e se oferecer para fazer algo a mais, identificando e criando alternativas que possam melhorar o próprio desempenho e aumentar a produtividade da empresa. Não tenha vergonha de perguntar ao chefe ‘O que posso fazer para contribuir?’ Pessoas assim resolvem os desafios antes de o problema ficar grave”.crise-rh-postura

Se a empresa está em uma situação muito ruim, a ponto de demitir a qualquer momento, a antecipação também é importante. “Nesse sentido, o funcionário além dar seu melhor, precisa começar a procurar outras oportunidades, reforçar a reserva financeira e não esperar o pior acontecer”, explica Ferraz.

E para aqueles que vivem trocando de emprego ou pensam em abrir o próprio negócio, o momento pede cautela. “Ainda há boas oportunidades, mas os riscos são maiores. Por isso, planejar detalhadamente os próximos passos é ainda mais importante. E, novamente, é fundamental não ficar parado, seja para garantir o que já se tem ou para aproveitar as oportunidades que aparecem em momentos difíceis”, finaliza o consultor.

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