Qual é o perfil do novo consumidor ou consumidor do futuro?

Dez 08 2009

Existe hoje uma real tendência de envelhecimento da população, sendo que a parcela da população acima de 50 anos deverá crescer de 17 para 20% até 2010, a 3ª idade. Este grupo ainda muito influenciado pela ausência de tecnologia quando somado as nossas crianças e adolescentes, próxima geração de adultos, mas com hábitos muito distintos, completamente ?plugados?, apresentam o quão complexo será atender a este novo público de consumidores.

Esta simples pergunta - que certamente povoa a mente de todos os departamentos de criação, desenvolvimento, marketing e comercial das empresas - exige respostas mais elaboradas.  No Brasil, por exemplo, segundo dados da ECR Brasil/AC Nielsen, apesar de cerca de 11 mil produtos serem lançados todos os anos na última década, entre 60% e 65% deles não ultrapassam os dois anos de vida. Além disso, o interesse dos consumidores em experimentar novos produtos diminuiu 25%, nos últimos três anos. Diante deste cenário é preciso atentar para a relevância das inovações propostas pelas empresas; entender quais são as dimensões que determinam o sucesso futuro de um produto ou de um mercado; e criar instrumentos que busquem a lealdade do consumidor acima de tudo.

Ninguém espera uma redução no nível de exigência do consumidor. Independente do grupo a que pertença, a maioria acredita que ao fazerem negócios com uma empresa, esta deveria conhecê-los e tratá-los da mesma forma, ao falarem com agentes pelo telefone ou web ou enviarem um email. Expectativas devem aumentar pelo crescimento dos canais de comunicação e maior interação entre a empresa e o cliente. Não é novidade o quanto o e-commerce vem crescendo nos últimos anos, o que nos leva a crer que além da venda, o atendimento a clientes também deve migrar progressivamente para canais como email e chat. O desafio constante será adotar novos meios de comunicação sem enterrar canais tradicionais de contato, integrando-os em uma nova realidade.

Algumas outras tendências globais de consumo também se consolidam, como a valorização da autenticidade e originalidade de produtos e marcas; maior nível de informação e envolvimento dos consumidores com os produtos que adquirem; maior individualismo e demanda por inovação; demanda por praticidade; e responsabilidade sócio-ambiental. As pessoas têm menos tempo e incorporam uma responsabilidade crescente com o meio ambiente, comprometendo-se com o futuro.

Empresas que ainda patinam e reclamam para atender a decretos que demandam o básico em atendimento terão um desafio muito maior muito em breve para sustentar crescimento, margens, marca e ainda fidelizar seus clientes.



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