Ciclo de Vidas das Versões de Software para CRM

Fev 01 2011

Mesmo uma versão de software de CRM passa pelas etapas normais de concepção, definição, produção, operação e obsolescência, quando dá lugar a algo mais novo, mais poderoso, mais irresistível e possivelmente mais econômico na linha do tempo. Estamos falando do ciclo de vida das versões de software CRM e suas implicações no dia-a-dia.

Todo o negócio busca modos de aumentar suas receitas futuras, maximizando o lucro das vendas de produtos e serviços. É nesse contexto que as novas versões de software CRM vão sendo anunciadas. Tenho percebido ciclos de vida de versão cada vez mais curtos, em torno de três anos. E quando isto não é possível, empresas com menor poder de investimento buscam revitalizar suas versões de mercado através da diferenciação e da segmentação dos públicos compradores.

Migramos nossas versões de software CRM de forma espontânea, pois estamos em busca de novas funcionalidades e diferenciais competitivos, ou então pela força dos prazos de validade, alto custo de propriedade e suporte às antigas versões de mercado.

A decisão da migração costuma não ser confortável para nenhum dos grupos anteriores. Para aqueles vanguardistas, vem o desafio de versões ainda não tão testadas e ?estáveis? em campo, além da mão de obra mais escassa e, por conseguinte, mais cara. Já para os retardatários o tempo passou, e com ele os benefícios do diferencial competitivo oferecidos por versões de produto mais modernas. O mais curioso de tudo é que estes também viverão o drama da mão de obra mais escassa e, por conseguinte, mais cara. Desta forma sobra aquela máxima que diz: ?não seja o primeiro, mas também não seja o último?.

Para os que vão migrar suas versões de software CRM, cabe um alerta: as coisas podem não ser tão simples quanto o imaginado. Entre os principais fatores de complexidade estão as personalizações excessivas na versão atual, em especial aquelas não suportadas pelo fabricante em sua nova versão; a revisão da capacidade de hardware, infraestrutura e softwares de base para receber a nova versão, normalmente mais encorpada funcionalmente e com padrões tecnológicos mais exigentes; e, adicionalmente, não podemos esquecer dos aspectos de re-treinamento das equipes usuárias.

Em alguns casos, a pouca simplicidade e a ausência de automação no processo de migração de versão  leva a empresa a considerar a hipótese de trocar a plataforma tecnológica ? em outras palavras, de buscar outro fornecedor no mercado e iniciar a implantação de um outro software CRM. Essa ameaça aos fornecedores e os ciclos de inovação cada vez mais curtos na tecnologia têm feito com que os mais bem capitalizados aprimorem seus softwares e métodos de migração, garantindo processos cada vez mais rápidos, baratos e confiáveis para seus clientes.

Imagino no futuro um processo migratório de versões de software CRM parecido com o nosso processo de envelhecimento às avessas, tipo ?O curioso caso de Benjamin Button?. Sem grande rupturas, as coisas vão acontecendo e o nosso software vai mudando para melhor!

 



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