O CRM como arma nas eleições

Out 06 2012

Os preceitos da Seleção Natural de Darwin são facilmente observados na iniciativa privada, onde as empresas com maior poder de mudança e adaptação, preservam suas experiências comprovadamente bem sucedidas, tornando-se a cada dia mais competitivas. Este modelo tem inspirado mais gente ao redor.

Planos de negócio, análise de cenários, publicidade, comunicação, modelos organizacionais, planejamento de atividades, tecnologia e sistemas são realidades presentes no mundo corporativo, e agora, armas de partidos políticos e candidatos para chegar ao poder. O CRM não poderia ficar de fora. Nada mais ?Relationship? do que uma boa campanha política.

Não é de hoje que, candidatos e partidos mais abastados e em regiões eleitorais mais competitivas, utilizam deste arsenal tecnológico. Aproveito para mencionar meu artigo do mês passado, onde falamos sobre ?A democratização do CRM?, para antever e prepará-los para uma chateação iminente e potencializada pela tecnologia democratizada. Serão muitos e-mails e telefonemas não esperados com gravações simpáticas pedindo votos.

Neste ponto, para um exercício comparativo entre iniciativa privada e pública no trato com tecnologia e práticas CRM, imaginemos por um momento um dos municípios brasileiros (são mais de 5000) como o mercado potencial de uma empresa. Esta empresa como um partido político. Este partido político com seus vendedores, que neste caso são os cabos eleitorais e assessores. Os produtos, como vocês já podem deduzir, são os candidatos.

Pensem nos vendedores captando potenciais eleitores em diretórios do partido, no corpo-a-corpo das ruas via dispositivos móveis, na importação de mailings, nos clicks dos websites, ao telefone e em redes sociais. Nasce no software de CRM a base de dados capaz de armazenar vínculos familiares e de influência, perfil do potencial eleitor, histórico de interações, abrindo campo para classificação e segmentação dessa massa de títulos eleitorais.

Cabos eleitorais e assessores organizando disparos de mala-direta impressa ou por e-mail para venda dos produtos, mas agora com comunicação dirigida a um grupo específico de cidadãos, agrupados por bairros, idade ou profissão.

O cadastro e a administração de solicitações de eleitores, gerando estatísticas esclarecedoras e orientativas, moldando e preparando o produto para sua perfeita exibição nas prateleiras e palanques da cidade.

A corrida ao posto público é para atletas. São vários compromissos de agenda em um só dia, e que vão se intensificando a medida que a eleição se aproxima. Para isso, contar com um sistema de agenda e controle de afazeres capaz de organizar os planos de campanha e responsáveis, faz-se necessário.

Pensei em sugerir e descrever outras possibilidades para o ?CRM Político? tais como contas a pagar, contas a receber e controle de doações para o candidato, naturalmente seguindo todos os padrões estabelecidos pelo TSE, mas o momento não é oportuno!
Torço para que esta tecnologia não caia em mãos inimigas ou então será mais uma vez nosso fim quadrienal!



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